Aos interessados no estudo da necropsia, tanatologia,tanatopraxia, necromaquiagem e Taxidermia Geral...
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
Uma dica na pratica de Fotos Forense..para os concursos de fotógrafo Pericial...!!!
Prof. André Menezes ......
Uma Dica para os que querem entrar para a carreira de Fotógrafo Pericial...
OBS... Estou comentando apenas algumas Técnicas Sobre Fotografia, e não sobre o que cai ou algo parecido da Prova tipo física, química, bioquímica, etc.... ok.....
Vamos La.....
Uma Dica para os que querem entrar para a carreira de Fotógrafo Pericial...
OBS... Estou comentando apenas algumas Técnicas Sobre Fotografia, e não sobre o que cai ou algo parecido da Prova tipo física, química, bioquímica, etc.... ok.....
Vamos La.....
CRIMINALÍSTICA: Fotografia Judiciária.
1.
Que é objetiva grande angular?
R: É
aquela cujo ângulo visual ultrapassa a 50°.
2.
Quem vem a ser centro óptico de uma
lente?
R: Ponto,
geralmente dentro da lente, em que o eixo óptico e os eixos secundários se
cruzem.
3.
As lentes de menisco positivo são
lentes convergentes ou divergentes?
R:
Convergentes.
4.
O material positivo esta classificado
em quantos tipos e quantas gradações?
R: Em
material para ampliação e para contato e quanto a gradação em f1 e f4, para
ampliação e em f0 a f5.
5.
Que é véu dicróico?
R:
Qualidade de apresentar duas cores, ou furta-cor.
6.
Quais os rebaixadores empregados em
negativos superex-pontos?
R:
Rebaixador de Farmer – Rebaixador proporcional- Rebaixador superproporcional
1.0 1° a base de Hip de Sódio e Ferricianento de Potássio – 2° a base de
Permanganato de Potássio 3° a base Persulfato de Amônio.
7.
Quais os produtos químicos e os pesos
respectivos, pela ordem normal de dissolução, que compõe um revelador
universal?
R:
Metol... 3g// Hidroquinona... 6g// Sulfito de sódio... 35g// carbonato de
sódio... 25g// brometo de potássio... 2g// água... 1000cm3
8.
Quais os tipos de fixadores
normalmente utilizados?
R: Normal
– ácido – ácido – endurecedor.
9.
Um índice de diluição de revelador de
1:3, significa o que?
R: Uma (1)
parte de revelador diluída em três (3) de água.
10. O
que vem a ser um diafragma e qual as suas duas funções?
R: E um
dispositivo mecânico composto de palhetas de aço e servem para regular a
quantidade de luz, que passa, e determinar a profundidade de campo de foco.
11. O
que vem a ser um obturador, e como funciona o tipo de cortina?
R: E um
dispositivo mecânico que regula o tempo de passagem, da luz pela objetiva, ou a
que chega ao filme e o tipo de cortina funciona junto ao plano do filme.
12. Quais
as denominações dos tipos de filmes quanto ao eromatismo?
R:
Ordinário ou Sensível ao Azul// Ortocrómatico// e Pancromático.
13. Quais
as siglas das duas escalas de medição de sensibilidade mais conhecidas e
utilizadas? Dar um exemplo:
R: A S A
(100) e D I N (21).
14. Um
filme sensível as seguintes cores: Violeta – azul – verde – amarelo – laranja,
como deve ser classificado segundo o cromatismo?
R: Filme
ortocromático.
15. Qual
a função do agente químico denominado Carbonato de Sódio na solução reveladora universal?
R: Agente
Alcalinizante ou acelerador da revelação.
16. Uma
objetiva que possua como distância focal a medida do diagonal da chapa negativa
que regularmente produz como será classificada?
R: Será
uma objetiva NORMAL.
Hoje em dia ..existe produtos químicos bem avançados no mercado. procure produtos de revelação, Fotográfica ...
Boa Sorte espero que pude ajudar...
um grande abraço a todos os seguidores deste blog..ou até aqueles que apenas deram uma olhadinha ...Bom começo de Semana a todos .....
domingo, 2 de março de 2014
Um Breve Resumo Da História De um Grande Homem na Medicina Legal
Um breve resumo da História de Um Grande Homem na Medicina Legal
Dr. Oscar Freire
|
Dr
Oscar Freire iniciou seu curso médico na Bahia com a penas 14
anos de idade, formando aos seus 20 anos. Morreu precocemente aos 41 anos e era
conhecido por seu caráter ético e defensor da moral. Criticava o individualismo
dos médicos ( ''Sitiado por concorrência asfixiante, imerso numa
luta febril, nem sempre leal, pode ser ir entranhando no espírito do médico um
pernicioso individualismo '' ... '' Esquecemos a poesia, a literatura e a
música ''. Um dos maiores inteclecutais da época, tem na 8a Rua mais
elegante do mundo o seu nome na cidade de São Paulo.
Histórico:
O Dr. Oscar Freire de Carvalho, notável médico brasileiro, nasceu
na Bahia em 03 de outubro de 1882. Aos 14 anos de idade matriculou-se na
Faculdade de Medicina da Bahia, diplomou-se em 1902. Dedicou-se primeiro à
cirurgia que, logo depois, deixou pela Medicina Legal. Em março de 1907, depois
de brilhante prova de concurso, foi nomeado professor substituto de Higiene e
Medicina Legal. Nomeado professor substituto de História Natural da Escola
Politécnica da Bahia em 1913, no ano seguinte era promovido catedrático de
Medicina Legal da Faculdade de Medicina. Três anos mais tarde, foi convidado
pelo Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho para vir instalar em São Paulo a disciplina
de Medicina Legal, que começou a funcionar em 18 de abril de 1918, a princípio
no Instituto de Higiene, depois no Laboratório Central da Santa Casa e, mais
tarde, no prédio especialmente construído para esse fim, graças aos esforços,
pois ideou, traçou planos e acompanhou as obras do edifício até próximo de sua
conclusão. A morte o surpreendeu antes de ver instalada definitivamente a sua
disciplina. Fundou ainda a Sociedade de Medicina Legal e Criminologia e a
Sociedade de Educação e Ensino. Era membro honorário do Instituto de Medicina
Legal da Universidade de Madri e correspondente da Sociedade de Medicina Legal
da Bélgica e de Roma. Como professor de Medicina e cientista, deixou numerosos
trabalhos, além de artigos na imprensa diária sobre a história do ensino na
perícia, centenas de laudos periciais e pareceres médicos-legais, lições,
artigos e estudos vários. Faleceu em São Paulo em 11 de janeiro de 1923.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
História da Medicina Legal
Histórico:
A história
da Medicina Legal está dividida em cinco períodos:
·
l. Período Antigo:
Sendo a Medicina considerada explicativa e
artística, nesta época procurava-se atribuir origens extraterrenas ás doenças existentes,
era tida como profissão subalterna. A religião era a própria lei aplicada aos
homens sacerdotes.
Como os cadáveres eram considerados
sagrados, a necropsia e a vivis secção eram proibidas.
No Egito embalsamavam-se os cadáveres.
·
ll. Período Romano:
Neste
período tivemos alguns relatos mais avançados sobre a pratica legista, Antístio
(médico) ao examinar as muitas feridas encontradas no cadáver de Júlio Cesar,
revelou que apenas uma delas fora mortal.
Outros relatos como o do Médico Tito
Lívio, que examinou o cadáver de Tarquínio, assassinado e de Germânico,
suspeito de envenenamento; Comprovam que esta época já havia exame de cadáver,
porém realizados apenas externamente.
Após a reforma de Roma, emanciparam-se a
Medicina e o Direito. A lei Aquilia, desta época, trata da letalidade dos
ferimentos.
·
lll. Período Médico ou da idade
Média.
Períodos em que houve a contribuição mais
direta do médico ao Direito, marcado pelas Capitulares de Carlos Magno, que
estabelecem que os julgamentos devam apoiar-se no parecer dos médicos.
Sobreveio, na Idade Média, uma onda de vandalismo – após Carlos Magno –
que acabou com a Medicina Legal, as provas inquisitórias penalizavam as pessoas
dependendo do dano causado e estavam sob o Juízo de Deus.
·
lV. Período Canônico (1200 a
1600):
O quarto período é influenciado beneficamente pelo Cristianismo, que,
pela codificação das Decretais dos Pontífices dos Concílios, dá normas ao
Direito Moderno dos povos civilizados.
A sexologia é tratada exaustivamente nas
Decretais e a perícia é obrigatória; principalmente em caso de anulação de
casamento por impotência. Em 1677 esse tipo de perícia fora proibida pelo
Parlamento Francês.
Este período também é marcado pela
Constituição do império Germânico que impõem obrigatoriedade á perícia médica
antes da decisão dos Juízes nos casos de ferimentos, assassinatos, gravidez,
aborto, parto clandestino. É o primeiro documento organizado de Medicina
Judiciária. A Alemanha recebe o titulo de ser o “Berço da Medicina Legal”. O
primeiro cadáver necropsiado fora o do Papa Leão X, em 1521.
Em 1575 surge o primeiro livro de Medicina
Legal, de Ambroise Paré e a França aclama o autor como pai da Medicina Forense.
·
Período Moderno ou Científico:
Período iniciado em 1602 com a publicação
do livro “De Relatoribus Libri Quator in Quibus de Fortunato Fidelis, em
Palermo, na Itália.
Porém, foi no século XlX que a Medicina
Legal se firmou no conceito que a Justiça lhe emprestou a partir do momento em
que o suspeito pode, enfim, ser confirmado pelo exame necroscópico. E de lá
para cá, inúmeros são os cientistas médicos, estudos e avanços conquistados.
Manual de Perícia Médica Forense
Tanatologia Forense
Sumario: Morte Aparente- Fenômenos
vitais imediatos (presuntivos de morte): Morte Real- Fenômenos vitais
Consecutivos (certeza de morte): Fenômenos Transformadores: Destrutivos e
Conservadores: Destrutivos - Autólise,
Maceração e Putrefação; Putrefação – Quatro
Fases (cromática, gasosa, coliquação e
esqueletização); Conservadores – Mumificação
e Saponificação.
TANATOLOGIA:
Tanato=Morto/Logia=Estudo/ Forense=Jurídico,
Judicial.
É o Estudo da
Morte, ou seja, o processo a que se submete o cadáver desde a fase agônica
pré – mortal ou intra-vital, até a fase de esqueletização.
Tanatologia é a parte da Medicina Legal que
estuda a morte e os problemas médico-legais dela decorrentes. Com a morte cessa
a personalidade civil do indivíduo, o que dá lugar a uma série de conseqüências
jurídicas de alta relevância.
A definição mais simples de morte
é a cessação total e permanente das funções vitais. Etimologicamente: Nós não
sabemos o que é morte, não sabemos o que é vida, correntes filosóficas,
correntes religiosas tem a sua representação a respeito da morte. Então
Tanatologia, é o que vamos estudar na verdade, é os fatos que levam os peritos,
identificar tanto do tempo, e a causa da morte. A tanatologia é o que nos leva
a afirmar que aquele individuo está realmente morto. Porém, como avanço da tecnologia médica,
surgiram novos questionamentos, principalmente em relação ao exato momento de
se considerar alguém morto.
Cronotanatognose: Crono=Tempo/Tanato=Morto/Gnose=Conhecimento
Na mitologia grega, Tanatos é
irmão de Hipnos, ambos filhos de deuses do Olimpo. O que de comum entre eles
observamos é o estado de inconsciência apresentado pelo indivíduo tanto na
morte quanto no sono.
A bem da verdade, o estudo
Tanatológico deveria se restringir apenas à morte, enquanto conjunto de
fenômenos, reservando-se o estudo do cadáver à Ptomatologia.
Porém, pelo uso, difundiu-se o
entendimento mais amplo, da Tanatogia. É na tanatologia que se estuda, por
exemplo, o tempo decorrido de morte após a ingestão de alimentos; sabendo-se
que a digestão se processa no homem em média entre 5 e 6 horas, caso sejam
encontrados resíduos alimentares no estômago, resolvendo-se o grau de digestão
a que foram submetidos, saberemos quanto tempo decorrido da última alimentação
deu-se o fenômeno da morte.
Compulsando-se vários tratados
clássicos em Medicina Legal, observamos curiosamente que a explicação para o
verbete, “cadáver” deve-se à soma
das sílabas iniciais da sentença “Caro DAta
VERmibus”, cuja tradução literal seria: “ A carne jogada aos vermes”, num
sentido mais restrito, o corpo morto.
Conceituamos morte dentro de um
conjunto de sinais mortais. Não se conceitua ou se estuda ou define morte
atualmente por um sinal, apenas.
Seria no mínimo ridículo (se não
criminoso) conceituar morta uma pessoa que apresentasse inconsciente, por
exemplo. Dessa forma, entende-se morte quando há a observação de no mínimo dois
dos seguintes momentos:
A.
Morte Aparente
B.
Morte Real
C.
Fenômenos Cadavéricos Transformativos:
a)
Destrutivos
b)
Conservadores
Note-se que o “divisor de águas”
do problema se encontra exatamente no conceito ou estado de morte real, sendo
que os fenômenos cadavéricos por si só bastam para a própria conceituação.
Define-se atualmente como morte clínica
o estado irreversível de defunção encefálica comprovada por exames específicos,
e não mais pela cessação da
atividade cardiorrespiratória.
Há que se notar a mudança
conceitual gerada: biologicamente o corpo não
esta morto; permanecem vivas trilhões de células em franca atividade, porém o
indivíduo está morto, quando o seu cérebro não mais funcionar.
Assim é que mesmo após a cessação
das atividades cardiorrespiratórias, tecidos e órgãos permanecem em atividade,
até se lhes esgotarem as reservas energéticas celulares.
Outro problema ligado ao momento
de morte é a da lesão encontrada, se intra-vitam
ou post-mortem.
Podemos ter certeza de lesão
vital quando esta se apresenta tinta de sangue em seu interstício, ou com
processo inflamatório acentuado, ou mesmo com retração dos seus bordos,
situações compatíveis somente com a vitalidade dos sistemas circulatórios e de
defesa. Ao contrário, lesões apagadas e secas, de fundo crostoso e duro, sem
retrações de suas bordas, indicam lesões pós-mortais.
Assim, resta-nos adequar os três
momentos descritos, com os fenômenos cadavéricos propriamente ditos.
E para isto, buscamos a descrição
de Borri, insigne Legista do século
passado, estudioso do assunto, que reuniu de forma didática o fato e o tempo do
fenômeno.
A
Morte Aparente
Sinais abióticos ou vitais
negativos (-)
IMEDIATOS:
a)
Midríase Paralítica (dilatação
pupilar arreflexiva, denota inatividade encefálica).
b)
Parada ou cessação da respiração
c)
Parada ou cessação da circulação
d)
Imobilidade
e)
Insensibilidade
B.
Morte Real
Sinais abióticos ou vitais
negativos (-)
MEDIATOS
OU CONSECUTIVOS:
a)
Hipotermia
Decorrente da perda calórica
corporal, por já não haver mais funcionamento dos cerebrais termorreguladores.
Em média, o corpo perde aproximadamente de 1 a 15 graus Celsius de calor para o
ambiente, por hora decorrida de morte, equilibrando a temperatura do ambiente,
por volta de 20 horas.
b)
Rigidez Cadavérica
Causada basicamente por fenômenos
bio-químicos que ocorrem dentro das células musculares, inicia-se pelos
músculos toracoabdominais e finalmente dos membros inferiores. Ao final de 24
horas, teremos a rigidez totalmente instalada, sendo que só será desfeita com o
início da putrefação, inversamente como se instalou.
Lembramos ainda o Espasmo Cadavérico,
que é a última atitude vital tomada, principalmente nos suicídios, dando
permanência ao ato derradeiro e vital,
fixado pela rigidez cadavérica.
c)
Manchas de Hipóstases ou Livores Cadavéricos
Decorrem do acúmulo de sangue nas
partes declivosas do corpo, tingindo
os tecidos. Surgem nas primeiras horas após a morte, formando um rendilhado
punctiforme; apresentam-se plenas por volta da terceira hora de morte e se
tornam fixas por volta da oitava hora decorrida de morte. Por se tratarem de
depósitos líquidos, dependem da posição que o cadáver adotar como decúbito no
momento de morte. Assim, por exemplo, um cadáver de enforcado terá hipóstases
mais acentuadas nos membros inferiores e nas extremidades distais dos membros
superiores.
d)
Dessecação ou Evaporação
Acontece principalmente em
mucosas (bucal, nasal, ocular, anal e vaginal), porém não poupa o tegumento
corporal, colado a pele e mantendo fixas as dobras existentes.
Os globos oculares sofrem a
opacificação das córneas e a perda do tônus, com isso formando as clássicas Manchas Negras da Esclera ou Sinal de Sommer & Larcher.
C)
Fenômenos Cadavéricos Transformativos
São aqueles que de alguma forma
irão alterar a estrutura orgânica e a arquitetura do cadáver, a saber: a maceração e a putrefação. Diz-se da
maceração, principalmente nos abortamentos retidos, com feto morto
intra-úterino e nos corpos mantidos submersos em seio líquido, principalmente
na água. Isto acontece porque, sendo a água o solvente universal, há a
embebição do corpo, e a dita maceração nada mais é que a dissolução pela água,
ou hidrólise.
Quando intra-útero, notamos um
feto com o cordão umbilical hemorrágico, a pele totalmente despregada expondo a
derme muito avermelhada (epidermolise), mecônio=Primeira fezes do RN em alças intestinais (liquido amniótico
digerido)=liquido da placenta,
ou mesmo saindo pela boca e ânus; pulmões de características francamente
compactas (dito padrão fetal) e os ossos do crânio soltos. Mecônio: Trata-se do material acumulado no tubo intestinal do feto,
durante a gestação. Aparece ao terceiro mês de gestação, tem cor acinzentada e
consistência pastosa. Inicia-se no duodeno, ao sétimo mês esta no delgado e no
oitavo atinge o intestino grosso. Contém células intestinais, elementos
biliares e elementos de origem amniótica. Estes dados permitem a sua
identificação.
A maceração assim se apresenta
após decorridos 5 ou 7 dias de morte intra-uterina, sem que se instale a
putrefação, exatamente por ser o meio isento de bactérias o que fatalmente ocorre
após a expulsão do feto ou sua extração, agora entrando em decomposição plena,
como veremos a seguir. A maceração do cadáver submerso ocorre paralela à
putrefação, já que o ambiente líquido não é estéril.
Recado para as mulheres: Menstruação – fluxo de sangue
eliminado pelo útero, em geral uma vez por mês. Corresponde a eliminação de uma
camada de revestimento interno da cavidade uterina. Esse revestimento
corresponde a uma preparação para o desenvolvimento de uma gravidez. Não tendo
havido fecundação esse revestimento é eliminado sob a forma de sangue
menstrual.
a)Destrutivos
Com a queda dos sistemas
encefálicos superiores, as unidades celulares permanecem algum tempo em
funcionamento, formando catabólicos que vão acidificando o ambiente celular de
forma tal a destruir a unidade celular.
A esse processo damos o nome de Autólise, momento indelével da morte
celular e início bio-químico da putrefação.
Entre 20 e 24 horas, o processo
fermentativo bacteriano existente no tubo digestivo passa a ser visualizável;
esse fenômeno é conhecido como Mancha
Verde Abdominal, ocorrendo na fossa
ilíaca direita, pela proximidade do ceco (local do apêndice vermicular),
início do tubo intestinal grosso (cólon ascendente), com a pele da parede
abdominal; é esse sinal que marca o início dos fenômenos transformativos
Destrutivos, pela fase Cromática ou de
coloração (primeira fase dos destrutivos).
Esse processo acontece pela
formação de gás sulfídrico (H2S+) bacteriano que, se combinando com a
hemoglobina do sangue, cria um novo composto esverdeado denominado Sulfometahemoglobina.
Vale a pena lembrar que a mancha
verde sempre acontece na fossa ilíaca
direita, excluindo-se apenas os cadáveres de afogados que apresentam a referida mancha na parte superior do tórax e pólo cefálico.
A continuar o exagerado
desenvolvimento bacteriano, os gases decorrentes começam por aumentar
tremendamente as pressões intra-cavitárias (caixacraniana, tórax e abdome),
fazendo com que o sangue já parcialmente putrefeito busque áreas de menor
pressão; assim é que se forma um mapeado dérmico conhecido como Sinal da
Circulação Pós- Mortal ou Circulação Retrógrada de Brouardell.
Em decorrência dessas mesmas
pressões acontece a protusão=Inchaço
Lingual e ocular, o agigantamento
do cadáver nos indivíduos do sexo masculino o aumento volumétrico da bolsa
escrotal, e no feminino grávido o “parto pós-mortal”.
Encontramos ainda nessa fase a
formação de flictenas putrefativas, como descolamento em massa da pele do
cadáver. A esse conjunto de características damos o nome de Fase Gasosa da Putrefação (segunda fase
dos destrutivos). Tem na fase descrita posição de destaque o“Fácies Negróide”,
apresentação comum de qualquer cadáver.
Sem nenhum impedimento de ordem
funcional, um número incontável de bactérias, agora auxiliadas por outros
animais necrofágicos, utilizando o corpo do cadáver, como meio de cultura,
desagrega e destrói a arquitetura orgânica. Não podemos mais diferenciar os
tecidos em separado; verte do cadáver além dos gases de putrefação um liquido
pútrido que somado aos tecidos desorganizados da aparência disforme ao corpo,
nesse momento emergem os processos ósseos mais proeminentes; esqueletizam-se o
crânio, as mãos e pés, se descalços.
O cadáver se “enxuga” pela perda
hídrica a que é submetido. A essa fase damos o nome de Coliquativa (terceira fase dos destrutivos).
Sendo o corpo literalmente
devorado por uma plêiade de insetos e animais necrofagicos, as únicas estruturas
que resistem á sanha insaciável são os ossos, terminando por fim o “lauto
banquete necrológico”, sendo dado a observar-se apenas os ossos limpos de suas
coberturas carnosas. Damos a essa quarta e última fase o nome de Esqueletização (quarta fase dos
destrutivos).
b)Conservadores
São aqueles que por motivos
ambientais, somados aos individuais do cadáver, alteram a marcha dos fenômenos
destrutivos, estabilizando os procedimentos acima descritos em algum momento da
putrefação, impedindo que o cadáver atinja a fase de esqueletização. Assim
teremos as duas figuras clássicas e freqüentes da Adipocera e a da Mumificação.
Adipocera
– Cadáveres de
indivíduos com panículo adiposo farto, inumados em terreno ou locais de grande
umidade, frios, e pouco ventilados, tendem a transformar os ácidos graxos em
sabões, impedindo a proliferação bacteriana, como num processo de
auto-esterelização, denominado Saponificação
ou Adipocera.
Mumificação – Se, ao contrário, tivermos um
cadáver de indivíduo magro em ambiente seco, bem ventilado e quente, a sua
dessecação será tão intensa, que por falta de condições apropriadas, as
bactérias não poderão sobreviver e secando completamente, o corpo se
mumificará.
Mumificação
Fetal – fenômeno
raro pelo qual o feto morto na cavidade uterina, - desidrata se, atrofia se,
definha e fica como que enquistado, não sendo eliminado.
Tudo o que foi dito anteriormente
no tocante aos fenômenos transformativos conservadores, refere-se aqueles
naturais, não se olivando daqueles artificiais como as técnicas egípcias e os
interessantes casos dinamarqueses de conservação de corpos em sítios com
saturação do solo por ácido tânico (tanino), com idades ao redor de 400 anos.
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